"A alegria do evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos,é uma alegria missionária. (...) Esta alegria é um sinal de que o Evangelho foi anunciado e está a a frutificar. Mas contém sempre a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de sim mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além. (EG 21)
Logo pela manhã dessa segunda-feira estive na cúria,
na sala de gravação dos programas da rádio comunitária da Diocese de Óbidos, onde juntamente com o Douglas gravamos o programa “A voz do Bispo”, programa feito pelo Bispo Dom
Bernardo, com a reflexão do evangelho dominical. Como o Bispo está viajando nos pediu para fazer o
programa e aproveitarmos para nos apresentarmos pela rádio. No caminho da cúria, conversamos com o Pe Ronaldo, que trabalha em uma
das Paróquias de Óbidos e também na Fazenda da Esperança da cidade, e este
partilhava conosco dos desafios vocacionais da Diocese. Óbidos tem uma grande
carência de Sacerdotes diocesanos, atualmente
o clero local conta com apenas sete padres, e para atender a Diocese precisa de
muitos missionários. Mas como a Diocese acolhe muitas congregações, muitas
vocações seguem as mesmas, deixando o clero local com essa grande carência, é
necessário urgentemente um forte trabalho com promoções vocacionais.
A tarde me chamou atenção o
carnaval. Aqui em Óbidos neste inicio de ano a segunda-feira ainda é final de semana, o comercio a tarde
não abre, o clima de carnaval invade a cidade, o bloco anima o povo e depois
todos partem atrás do bloco até a praça central, hoje o bloco se concentrou na
praça em frente a Paróquia, foi o bloco pai da pinga, que animou ainda mais
este povo festeiro do Pará.
A noite participei de uma reunião
com os representantes dos coroinhas, catequese e Pastoral do Batismo. Todos
vieram apresentar as propostas de atividades e trabalhos para este ano. Foram
marcados formações com essas pastorais, e foi
refletido os grandes desafios da Pastoral do Batismo.
Infelizmente temos poucas pessoas
procurando o sacramento do matrimônio, em média na paróquia se realiza no ano três ou quatro casamentos. E isso acontece
em toda região, essa situação acaba levando a algumas consequências, como a questão da
eucaristia, já partilhado anteriormente. O Batismo também sofre com essa
dificuldade do matrimônio. E como consequência na Diocese de Óbidos não é necessário que os pais ou
padrinhos sejam casados para batizar as crianças, pois muitos poucos são
casados. Segundo o diretório de Sacramentos em vigor na Diocese, o fato de ser
mãe ou pai solteiro não é motivo para se negar o batismo ao filho (a), os
casais amasiados ou casados somente no civil e que podem casar na Igreja,
quando pedem o batismo para seus filhos, devem ser orientados sobre a
importância do matrimônio religioso, porém isso não impede que batizem o filho
ou filha. Os casais separados, que contraíram nova união, e estão impedidos de
casarem na Igreja podem batizar seus filhos e filhas e servirem de padrinhos e
madrinhas. Só não pode ser padrinho e madrinha pessoas amigadas ou casadas no
civil e que podem realizar o matrimônio na Igreja.
Essa é a realidade desse povo,
que devido a sua história não tinham a prática de receber o sacramento do matrimônio. Vale ressaltar que até a pouco tempo, a cidade de Óbidos era apenas uma Paróquia, e chegou a ter
apenas um padre, para atender mais de 200 comunidades, diversas comunidades
tinha a santa missa apenas uma vez no ano, isso dificultava muito na realização
dos sacramentos. Vale lembrar que ainda hoje temos locais na Diocese de Óbidos
que tem apenas uma ou duas missas no ano, ainda temos Paróquias com mais de 160
comunidades.
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